sábado, 18 de junho de 2016

18/06/2016

Acabei de voltar da academia. Era dia de terra. Tentei bater um PR e não consegui. Acho que há algum problema na forma. Fiz 3 repetições de 135. Precisaria de 5 para bater o PR. Minhas mãos estão hecho mierda, a pele rasgada embaixo dos dedos e no dedão. Eu usei cal e mesmo assim a pele rasgou. Talvez ela esteja mais macia depois de 15 dias sem tocar numa barra olímpica. Meus erector spinae estão cansados e hoje senti um cansaço nos hamstrings. Também bati bastante no joelho direito. Suspeito de alguma imperfeição na técnica que leva á esses infortúnios. Além disso, acho que não estou usando o trapézio ao levantar a barra do chão. Devo averiguar isso no próximo treino de terra. Comi ovos, joguei fora a carne que apodreceu na geladeira e deixei uma peça de frango de 450g degelando na pia. Não atingi minhas macros ainda nem minhas calorias. Com 350g de frango ainda preciso de 650 calorias. Tenho pensado demais na Laura e no homem com quem ela se envolveu depois que terminamos. Isso é bem ruim. Pensar nela me enfraquece. De alguma maneira eu ainda sinto que somos próximos. Esse sentimento é ilusório. Nós não somos nem nunca fomos próximos, como amigos, fraternalmente. Eu não conheço ela e ela não me conhece. Existe a aparência ou expectativa de intimidade, mas é uma intimidade incidental. A intimidade de pessoas que passaram por algo junto, não a intimidade de duas pessoas que se interessaram uma pela outra. Éramos duas pessoas carentes que se usaram para preencher essa carência. Não espere nada da Laura, ela não te deve nada e vice-versa. Não há mais nada que um posso dar ao outro que não seja paz. Silêncio. A presença dela no meu entorno me perturba. Porque desvia minha atenção. É fácil eu usar ela como distração, como desculpa. Ela foi uma desculpa. Para interromper e evitar o processo de amadurecimento que necessito. Vê-la, ouvi-la, pensá-la é abrir a possibilidade dessa interrupção. Existe ainda algo que incomoda. A sensação de que se eu passar por esse processo nosso vínculo poderia voltar a ser estabelecido. Uma ilusão. Uma vez amadurecido, vínculo como o que tivemos é inaceitável. A maturidade e o vínculo que tive com a Laura são contraditórios. Neste momento ela tem que ser subtraída, reduzida a imagem que tive dela. Ela realmente é uma pessoa estranha, ajena. Eu me relaciono hoje com a imagem que criei para mim mesmo. A imagem que desejei e amei. A imagem que idealizei e que é diferente da pessoa que está no mundo. Eu descontruo a imagem que está em mim, a pessoa que está no mundo eu sequer a entendo ou sei quem é. Ela é uma estranha. É o desenamoramento. Separando minhas projeções infantis do outro. Coisas alheias e inconciliáveis. O que te afeta não é a pessoa, é a imagem. O problema é ainda confundir uma pela outra. E essa confusão é volitiva. Escolher imprimir a imagem na pessoa é escolher a morte. A interrupção do processo, a não vida. É negar-se a si mesmo. Então mantenha a distância. Mergulhe em si mesmo. Desvencilhe-se da pessoa e dos fetiches que promovem a confusão.
Aceite que foi difícil e intenso porque foi sincero, uma regressão sincera e uma questão fulcral da tua vida. Por ser tão importante, tu encontraste uma distração que poderia operar de forma poderosa. Maya. O poder dela emana de ti e não de fora. Ela é tão poderosa quanto o descomprometimento que tens contigo mesmo. Quanto pior te tratas, mais poder ela tem. Quanto mais te desonras e indignifica, mais ela se fortalece.
Te honres, te ames, seja digno, age de acordo com quem és. Seja o teu melhor e não o teu pior. Te respeite. Do what you have to do.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

12/12/2012 playing too much

Dormi tarde, acordei tarde. Por volta das 11h30. O despertador tocou ás 9h. Me levantei repetidas vezes para desligá-lo e ajustá-lo para mais meia hora de sono.
Não sei se isso me permite um sono melhor ou não.
Sonhei com uma cidade chamada Seattle, fui encontrar Gabe Newell nessa cidade. Ele morava numa colina que possuía uma fina camada de pavimento feita de cimento liso e cinza claro. Essa linha subia a colina e servia como um caminho para pequenas motos, quase que para crianças, das quais Gabe era um investidor. Subi a colina a princípio em uma dessas motos, depois a pé. Me lembro que eram bem agradáveis as motinhos. Ao invés de rodas convencionais tinham lagartas (como de um tanque) macias que grudavam ao solo e empurravam a moto à frente. Elas funcionavam melhor num pavimento como o que conduzia até a casa de Gabe colina acima.
O pavimento acaba no meio da colina, perto da casa e continuo caminhando . Alguém estava comigo, e agora essa pessoa toma conta das motos e retorna pelo caminho de cimento.
Caminho até a porta da casa e bato na porta. A casa parece desapontadora. E escuto barulhos, como se algo estivesse acontecendo no fundo da casa. Imagino que ela possua um quintal com piscina e churrasqueira. Uma casa térrea, larga, o telhado um triângulo achatado. As cores eram claras, pastéis creio.
Enquanto espero no porch, revejo o meu plano. Não me lembro exatamente o que fui fazer ali. Enquanto escalava a colina meu propósito era claro e inquestionável, mas agora na iminência de encontrar Gabe Newell o absurdo da situação gerou grande constrangimento. O que afinal de contas tinha eu para falar com Gabe. Nada é o que me vem à cabeça. Não tenho nada para falar com ele nem razão para estar aqui. Mas se estou é porque deve existir uma razão e além disso eu preciso dizer algo já que bati na porta alheia e pela demora em atender imagino que tenha interrompido atividade em andamento.
Gabe abre a porta antes que eu resolva minha charada. Ele me olha sério, sua face é grande, como nas fotos que vi. Ele não fala nada. Eu o cumprimento e na tentativa de formular uma desculpa e justificar minha intrusão e a viagem à uma cidade bem distante somente para falar com este homem, a única conexão possível com ele se torna aparente. Um ícone preto e branco do Steam aparece e as coisas se tornam mais claras para mim. Mudo eu imagino o que possa dizer pra ele. Imagino que ele tenha dito algo. Isso demora algum tempo até que ele fecha a porta. Sua face continuou igual, imóvel numa expressão de pequena irritação. A porta fecha e um alívio e arrependimento substituem o constrangimento e a confusão. Eu poderia ter falado algo com ele, algo significativo. Mas agora acabou e não preciso mais falar nada.
Enquanto escrevo isto me lembro que uma das minhas fantasias pessoais é trabalhar para a Valve como escritor para seus jogos. Talvez tenha sido isso que fui falar com Gabe. Sobre minha vontade de escrever e trabalhar na sua companhia.
Sem mais nada para fazer decido voltar para a cidade. Alguém me indica as direções e eu chego no centro da cidade. Uma grande praça retangular, mais cinza de monumentos e estátuas que verde de árvores e jardins. Ao redor da praça prédios oficiais e edifícios. A sensação de uma câmera se movendo é nítida e eu me vejo em perspectiva isométrica. A câmera faz um rápido paneio para mostrar o lugar. Pessoas caminha e carros passam por ruas retas e negras de asfalto. Tudo parece ordenado e controladamente calmo. Me ocorre que aquele lugar era uma cidade interessante apesar de remota. Seu nome era Seattle e mais pessoas deveriam visitar a cidade. Definitivamente eu deveria trazer o tópico a tona em alguma conversa casual. Decido conhecer mais o lugar que parece imenso, a praça maior de que aparentava ser e prestes a atravessar uma rua na faixa de pedestres o sonho acaba.
Fui até o computador depois de acordar, organizei umas fotos.
Decidi procurar alguma software para escrever. Fui até o lifehacker e achei um post antigo com alguns programas para usar.
Baixo o libre office.
Vejo uma pasta com fotos do carnaval de 2012 que eu passei com Mariele. Algumas fotos nossas e minhas. Fico melancólico. Decido editar uma foto minha  e postá-la para Juliano e Mari M. . Não consigo me livrar de um foco de luz estourado na minha testa.
Sinto cheiro de comida. Vou até a cozinhar. Como bifes a milanesa, cebola, pimentão , tomate e rúcula.
Me parece uma boa refeição em geral. Fico com um pouco de azia.
Tenho que terminar tarefas do trabalho. Chamadas, provas, etc.
Procrastino e decido voltar a escrever um diário. Or anything really.
Continuo melancólico e cansado.

Cancelei a subscriptio de WOW finalmente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

13/12/2009 "Un criollo muere parado."

Despertei tarde. Dormi mal, durante a manhã.

Me propus a mestrar um jogo de Dragonlance 5th age.

Primeira aula de latim na casa de CH.:. com F.:. . Depois jantamos galinha aromatizada com ervas e cerveja.

CH.:. conta anedotas da Guerra do Paraguay. (?) da Torre e seu diálogo antes de executar os estupradores de sua família.

F.:. me dá uma ritalina antes da aula, 12º hora. Algumas horas depois sinto o efeito. Uma agitação, necessidade urgente de concentrarme em alguma tarefa.

É a primeira vez que sinto marcadamente esse efeito. Talvez porque a tomei sem ingerir venlaflaxina em conjunto. Minha experiência com a ritalina é inconclusiva. Preciso de mais tempo e uma tarefa constante para medir a influência, positiva ou negativa, no meu funcionamento cognitivo.

Meus amigos são loucos. Os amo.

In the Manner of AC.:.

Inauguro um registro de meus dias e noites.

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